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Growth Marketing, Quer ter uma startup de sucesso? Faça coisas que não escalam

Paul Graham, um dos fundadores da Y Combinator, considerada uma das maiores aceleradoras do mundo, escreveu o artigo "Faça coisas que não escalam", um divisor de águas no ecossistema. Nele, Paul defende que no início da sua startup você deve executar ações não escaláveis. No bom português fazer na "unha". A ideia central é de que os fundadores precisam sair de suas tocas e chocar suas ideias com a realidade. Isso envolve fazer o "trabalho sujo", ou seja, o trabalho difícil de se expor pro mundo real.

  • Você precisa validar: É preciso entender se suas premissas funcionam no mundo real:
  • Você precisa vender: É necessário pegar o telefone, expor um produto imperfeito e incompleto e entender se há interesse;
  • Você precisa entregar: Jogar na mão do cliente um produto, ou um simulacro dele, quando ele ainda está em construção e substituir software por uma experiência humana.
É preciso se importar menos com o software e se preocupar mais em aprender sobre a dor e a solução de um problema.


MENOS AUTOMAÇÃO E MAIS APRENDIZADO

Algo que é extremamente contra intuitivo para fundadores é realizar ações que não podem ser replicadas posteriormente. Seguem a seguinte linha raciocínio:

"Se eu faço uma entrega personalizada para um cliente, eu não vou conseguir repetir isso, não é escalável. Logo, eu não deveria fazer.”

O que se esquece nessa lógica é que, em uma startup, estamos trabalhando com um monte de variáveis que não conhecemos, tudo é muito novo. Temos duas opções: supor, torcendo para que estejamos certos, ou jogar pra realidade, testar e aprender. No momento em que temos coragem de nos expor e aceitamos que não sabemos, damos uma chance pro nosso produto amadurecer. Começamos a dar ouvidos aos nossos clientes e permitimos que dados reais de mercado nos guiem.

"Fazer coisas que NÃO ESCALAM é a mina de ouro para a validação e o crescimento de um negócio."

Muitos fundadores fazem exatamente o contrário. Eles automatizam, desumanizam e se afastam desse processo. Fecham o acesso à mina. O cliente não tem como dar feedback, ele se frustra em um chatbot ou se perde em uma landing page. Feedbacks que poderiam ser o pulo do gato, somem no limbo de uma automação. Fazer ações não escaláveis permite aprender com uma velocidade extrema, permite transformar o desconhecido em dados. Sim, são esses aprendizados que posteriormente vão se tornar processos, se tornarão automações e vão escalar sua startup.

GRANDES STARTUPS FIZERAM ISSO

Um argumento que escutamos bastante é que a mentalidade de fazer coisas não escaláveis só serve para startups de pouco impacto. Acreditam que Airbnb, Ebay, Google e outros gigantes não precisaram trilhar esse caminho, eles tinham uma ideia maravilhosa e apenas a executaram. Bom, aqui em nosso blog eu te provo justamente o contrário. Se tiver um tempinho livre, te convido a ler nossos artigos sobre cada uma dessas grandes empresas e quais foram as estratégias que levaram cada uma delas ao topo dos seus segmentos.

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