No print o Vlad Madgalin fundador do Webflow, uma das maiores plataforma de construção de websites do mundo recebe uma mensagem automática no Linkedin. Na mensagem ele é perguntando se esta feliz com seu website.

Todo dia eu recebo um pedido de conexão no linkedin, um e-mail e até mensagem no zap com uma mensagem nesta linha. Mensagens genéricas, robóticas e descontextualizadas. Não sei vocês, mas eu me frustro absurdamente com isto, me sinto as vezes até desrespeitado.

Vejo muitas startups repetindo esta ação, na vibe do “Hack do Linkedin” ou “Cold Mail Isca”. Eu entendo a vontade de abrir um canal de aquisição trazer as pessoas pra um funil. Compreendo, mas é preciso ter dois cuidados: Saber quando fazer e lembrar que você esta lidando com pessoas.

Automatizar quando ainda não temos clareza de quem é a persona e qual dor resolvemos é um tiro no pé.

Se trata de uma questão estrutural: Quando estamos em validação é um momento onde estamos abrindo o diamante buscando dados quantitativos (como as pessoas se comportam) e qualitativos (como elas se sentem) e sempre abertos as surpresas que vão aparecer.

É interessante por que as pessoas acreditam que neste momento de descoberta estamos buscando algo binário: A validação ou invalidação. Quem já rodou sabe que a resposta NUNCA é binária. Ela sempre vem acompanhada de uma série de surpresas. Não é a toa que chamamos de modelo de negócio, nós vamos literalmente modelando o negócio com estas surpresas que a realidade apresenta.

Quando estamos em descoberta ou refinando dores, tentamos ao máximo nos aproximar do nosso cliente final, tentamos abrir uma porta pra se relacionar com as pessoas.Queremos entender se estamos resolvendo uma dor relevante pra elas, como elas se comportam e se sentem em relação a isto.

Em uma automatização totalmente genérica como as que recebemos no dia a dia, você não esta abrindo uma porta pra se relacionar com seu cliente, o mais provável é que você esteja sendo estúpido e batendo a porta na cara de um potencial cliente, ou pior: vai trazer pra dentro do seu pseudo funil pessoas desesperadas e fora do target. Isto é assunto pra outro artigo, mas não há tristeza maior do que ter canais de aquisição ansiosos e desestruturados.

Sim, a automatização é uma ferramenta poderosa e funciona, mas tem hora. A automatização funciona quando você tem product market fit e previsibilidade no seu processo de aquisição. Na prática: Você sabe oque fazer e tem uma ideia de como o funil flui, ai é hora de automatizar.

Se importe – Você esta lidando com pessoas

Outro ponto é que as pessoas esquecem que estamos lidando com outras pessoas. Se vai fazer SE IMPORTE, mostre que você sabe quem é a pessoa que esta abordando, demonstre que ela realmente pode se beneficiar do que você oferece, mostre que você sabe oque esta fazendo

Brinco aqui na tração que a empatia é um ativo gigante em um mundo onde as pessoas se esquecem de dar bom dia. Use a seu favor. Faça a lição de casa mínima: Se importe.

Bom exemplo: Tandem

Pra fechar enquanto pensava sobre tudo isto, instalei um app de trabalho remoto o Tandem, rolou um bug e eu reportei o problema. Algumas horas depois o CEO entrou em contato comigo, pediu detalhes e ele me conectou com o co-founder responsável pelo produto. Foi pessoal e humano. Ele me respeitou e se importou com minha experiência. 

Mas o principal output: Ele entendeu qual era o meu problema, descobriu um bug, entendeu um padrão e identificou e um provável problema de retenção.

Agora ele tem dados quantitativos e qualitativos pra guiar o desenvolvimento da entrega de valor. Qual automatização entregaria este mesmo resultado?

Ah, beleza mas deve ser uma startup pequena, com founder com tempo etc.etc…. Na verdade não, descobrimos os caras no demoday da Y Combinator alguns dias atrás.

Automatizar tem hora e tem jeito. Descubra oque entregar, entregue previsível e pense nas pessoas. Agora automatize.

Ps. Vou compartilhar micro artigos rápidos aqui, sem muita revisão. Então é provável que o texto acima tenha erros gramaticais, typos e tudo mais. To focando no conteúdo =p

Artigo originalmente publicado aqui